A imensidão universal infinita
Dos mais diversos lares e criaturas;
Umas, moradas ricas e bonitas.
Outras, carregadas de agruras
Chorosos seres presos a sepulturas
E outros que, voando pelo céu,
Visitam os planetas mais distantes
Visitam também os enfermos,
Os espíritos perdidos, as almas errantes
Assistem-nas e medicam-nas
Dão-lhes forças, dão-lhes asas
Apoio, fraternidade e compaixão
Pois estes alegres viajantes sabem
Que em cada canto do universo
Clama por auxílio algum irmão
Que ainda em estado adverso
Pouca luz conseguem ver
“Ser de luz, só lhe peço
Que me tire daqui!”
Então os viajantes secam seu choro
E, dos locais mais distantes, em coro
Dizem: “Acalma-te, criança,
“Não há por que chorar
“Já chegou a bonança
“Se hoje ainda choras, não mais chorarás,
“Pois é chegada a hora da esperança
“A escuridão tornar-se-á alvorada
“A noite ao ser iluminada será dia
“E , então, verás uma escada
“Suba-a e, ao chegar ao topo,
“Tu te tornarás um ser feliz
“E tua felicidade contagiará o mundo.”
